Lina nasceu numa família que trata cachorros como cachorros, mas considera cachorros como integrantes da família.
Logo que começou a falar, arremedos dos nomes dos vários cuscos que nos acompanham estiveram entre as primeiras palavras do então escasso vocabulário da miúda. A Pantufa, da vó Alair e da tia Carol, foi "Pampam" e agora é também "Panssuta". A Biba, do vô Ibsen, começou como Babá e hoje já é Biba mesmo.
Em casa, a Farofa – de aproximadamente 5 anos – começou como "Paópa", virou "Iaiá" e a agora é "Faófa" ou "Faófinha". O Bubi – que fez 12 anos em maio – foi um amor um pouco mais tardio, mas que hoje é o xodó da pitoca. De "Bubu", passou a "Bubi" e "Bubinho", muitas vezes sendo "u meu Bubinho". Agora, repetindo a mim, que costumo me referir a ele como "meu filho", a pequena adora chamá-lo, aos gritinhos:
– Vem, Bubi! Vem, fio!
– Vem, Bubi! Vem, fio!
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