Lina chupa chupeta (que em Porto Alegre chamamos de "bico" e, em casa, "bibi" ou "bibi-bibi-ié", numa referência à Drive My Car dos Beatles) para dormir. Semana passada, com o resfriado, acabou usando o bendito "bibi" mais do que o usual, e ultimamente anda pedindo o dito cujo a todo momento. Sem levar na maioria das vezes, claro.
Ontem, chegou em casa PODRE de cansada, num ranço monstruoso. Tanto que pediu aos prantos o "bibi" durante o banho e levou. Dois minutos depois, mais uma lembrança do quanto estava cansada, e ela começa (em tom lamurioso):
– Bibi bibi bibi bibiiiii...
Ao que eu respondo:
– Filha, tu já tá de bibi.
Silêncio. Pausa de alguns minutos, enquanto vestimos a fralda. Na hora de pentear os cabelos, novo ranço lamurioso:
– Bibi bibi bibi bibi... (pausa) ah, eu zá tô de bibiiiiiii.
Silêncio.
Mãe e avó – que veio dormir em casa ontem – precisam sair de perto para rir.
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