sábado, 18 de abril de 2015

Lina e a energia

Hoje faltou luz aqui em casa na hora em que eu começava a preparar um creme de moranga para o jantar. Pouco antes das 20h, enquanto eu refogava cebola e alho em uma panela, aquecia um caldo de carne em outra e cozinhava dois ovos em uma terceira, a Lina me ajudava lavando algumas coisas não cortantes nem quebrantes na pia. Neste momento, falta luz. Acha celular, liga luz de emergência, procura lanterna, acende velas e mais velas. Não, Lina, não pode apagar as velas. A TV não liga, meu amor. O som também não. Buscamos brinquedos. Oia, mãe, a Bela Bailarina fica assim. Vô fazê ela voá. Doia Aventureira, esta é a Bela. Vou botar o teu sapato mãe. Acorda, papai. Tomamos o creme de moranga com ovinho e queijinho do ratinho e tomamos água de gás. Inventamos musiquinha. Lina, Linoca, tu é minha pipoca. Risadas e mais risadas. Mamãe, a Faiofa tá com medo do escuio. Não, Lina, não pode apagar a vela. Vamos cantar outra música. Duas horas depois, Lina anuncia: vô fazê uma mágica! Espalha objetos pela sala, arrasta pufes, cadeiras, bancos, atira almofadas em quatro cantos, dispõe meus sapatos e os dela em um quadrado. Tá pronta a mágica? Ainda não. Pega o sapato do pai e joga pra cima. Diz: agora deu! Volta a luz. E a gente aplaude, porque a mágica deu certo. Ficamos duas horas sem luz esta noite em casa. Obrigada, CEEE!

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