Lina pega um celular velho que ganhou da gente pra brincar. A caminho do escritório, passo por ela e digo:
— Vai ligar pra alguém?
Ela olha desconsolada pro aparelhinho:
— Mãe, me empesta o teu. Este não funciona.
— Mas liga de faz de conta.
Fazendo um ar de "ah, é claro", ela leva o telefone ao ouvido e...
— Alô? Oi, vovó! Tô aqui comendo uva. ... Ah, tá. ... Tá bom. ... Anrã. Anrã. Boa noite. Tchau.
Não ousei perguntar o que tanto a vovó contou.
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