Mantenho uma playlist para a Lina no Spotify. Tem clássicos infantis do meu tempo (Saltimbacos, Arcas de Noé, Casa de Brinquedos, Balão Mágico), infantis de qualidade atuais (Palavra Cantada, Música de Brinquedo do Pato Fu, Adriana Partimpim), algumas concessões maternas (trilha sonora do Frozen) e várias músicas de adulto que reverberaram no coração musical da pequena apreciadora.
Meus contrabandos adultos incluem músicas por que fizemos com que ela se apaixonasse ainda pequena, como "Meu nome é Gal", "Ma Cherie Amour", "Isn't She Lovely" e "Palco", outras que ela conheceu pelo profe da escola, como "Alegria Alegria" do Caetano, "Ela é minha menina" dos Mutantes e "Forró no escuro" do Luiz Gonzaga, e ainda as que a conquistaram na base da tentativa e erro, mais recentemente, "Margarida", do Fito Paez, "For Once in My Life" do Stevie Wonder e "If You Want to Sing Out" do Cat Stevens.
Uma das maneiras que encontramos de "forçá-la" a ouvir músicas não infantis foi definir que música de criança só toca no tablet dela e no carro da mamãe. No som de casa e no carro do papai, nunca. "Não funciona", diz a nossa mentirinha branca. Daí que, semana passada, aos primeiros acordes de "Don't Go Breaking My Heart" do Elton John do iPod do Márcio, ouvimos uma voz espantada do banco de trás:
– Ué, pai? Agora teu carro toca música de criança?
<3
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