segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Porque um filho não é tudo na vida

A Claudia Colucci é uma ótima jornalista da Folha de São Paulo que se especializou em jornalismo de saúde e, mais especificamente, em medicina reprodutiva. Quando começou a se interessar e se aprofundar no assunto, ainda não imaginava que ela própria viria a ter dificuldades para engravidar. Foi na minha busca por informações a respeito do assunto que cheguei ao blog Quero ser mãe e fiquei sabendo de tudo isso, entre outras coisas.

Na semana passada, ela escreveu um post (lindo) e definitivo sobre a busca dela pela gravidez, demonstrando uma tranquilidade que apenas quem tem a lucidez de olhar para a própria vida como algo rico e cheio de nuances é capaz de alcançar. O post dela me fez lembrar mais uma vez que um filho é, sim, uma coisa maravilhosa na vida de uma pessoa, uma bênção, um desafio, mas que não é tudo. Não pode ser tudo. Porque ser tudo na vida de alguém é um peso que criança, adolescente e adulto nenhum merece carregar sobre os ombros.

E, como disse no comentário que deixei no post, hoje, mais do que nunca, sou defensora da ideia de que se ser mãe é um sonho, ele deve ser perseguido com carinho e fé, mas sempre com o cuidado para não se tornar uma obsessão. E sempre ignorando todas aquelas observações insensíveis e lugar-comum do tipo "uma mulher só é completa quando é mãe" ou "amor de verdade é apenas o que temos pelos nossos filhos". Os seis anos de espera me fizeram acima de tudo aprender que há completude em muito mais coisa nesta vida.

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