domingo, 30 de agosto de 2015

Lina e o otimismo

Com a primavera adiantada, inventamos uma brincadeira de "pegar" árvores coloridas. Ficou definido por consenso que as rosas e roxas são da Lina (claro) e da vovó, as vermelhas e laranjas do papai, as amarelas da mamãe, e as verdes, do vovô (esse se deu muito bem). Hoje, saindo de casa, trava-se o seguinte diálogo entre nós duas no carro:

— Olha, Lina, uma árvore rosa!
— Sim! Mas não tem mais amarela, né?
— Pois é, não tem. As flores já caíram todas.
— Mas ôto dia vai ter, né? Eu tenho certeza. (Com ênfase tranquilizadora no "certeza".)

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